Síntese da conversa "Falar face - a- face"

 

O tempo presente faculta-nos formas de comunicar com o outro ainda há pouco enexistentes.
Mas elas não subtituem as formas de relacionamento do passado, são complementares.

As novas tecnologias podem ser um meio de divulgação, de aproximação, de partilha e de encontro. O SEXTAS Á SOLTA é um exemplo dessa utilização, na divulgação, mas também servindo para medir a receptividade do que se cria, do que se produz, junto de um público mais lato. O s movimentos sociais, convocando iniciativas através do face e de outras redes, são outro exemplo de utilização e do poder destas novas ferramentas de comunicação.

Os perigos de exposição da intimidade que tantas vezes nos assustam quando vemos a interconectividade das ligações, podem ser minimizados através do dominio das ferramentas que as redes colocam ao dispor dos utilizadores. Há no entanto quem entre nas redes sociais sem o dominio das ferramentas de proteção e se surpreenda. Assim como há quem goste e aposte nessa mesma exposição.

Hoje tudo está disponivel nas teclas de um computador, mas não será certamente por isso que as pessoas deixaram de ser participativas, que se isolam, que não convivem. As redes sociais podem facilitar a aproximação, o encontro, encurtar distancias, facilitar procuras...

É certo que comparativamente, a conversa presencial requer um esforço acrescido. Levantar da cadeira ou do sofá, do quente ou do fresco, para ir ter com o outro ou os outros ...mas o que isso nos propicia na riqueza acrescida pelas outras formas de comunicação que envolvem as palavras... As expressões, os olhares...Mas o face e os novos instrumentos de comunicação também servem para nos convidar e convocar para o presencial. São afinal complementos que se articulam no nosso quotidiano.

O face mudou o conceito de amigo.

Os amigos do face são-no por conveniencia, muitas vezes são pessoas que nunca vimos, mas com quem partilhamos conversas, informações, conhecimentos... podem ser muitos, estar nos lugares mais dispares, permitir-nos aceder ao que de outra forma nunca seria do nosso conhecimento...estão mais acessiveis ainda que distantes... Mas não lhes podemos tocar, partilhar com eles os sabores de um petisco, beber uma cerveja, fazer uma caminhada,... os amigos do face não são os amigos do coração, da solidariedade, da intimidade transparente e verdadeira, são uma banalização do conceito de amigo

Esta nova forma de nos interrelacionar-mos influencia os nossos comportamentos e atitudes.
Mas esta evolução com aspectos negativos e positivos, opera-se num contexto social e educativo, todo ele em mutação.

Os valores podemos construi-los ou destrui-los fora e dentro das redes sociais, o que temos é que saber dosear o seu uso, com equilibrio e com conhecimento das potencialidades e riscos dos recursos ao nosso dispôr.

Casa da Cultura de Loulé - Parque Municipal - 02-10-2012

 

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