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XVI Festival Internacional de Jazz de Loulé
Nota de abertura
Cá estamos de novo para assinalar quinze anos e dezasseis edições deste evento inteiramente dedicado à música de jazz. Manuel Soares
Sábado, 17 de Julho, 22 horas
Talking Cows é um novo quarteto holandês fundado por Robert Jan Vermeulen e Frans Vermeerssen. Vermeulen é um pianista bem conhecido no jazz europeu, não só pela colaboração que tem prestado a muitas formações mainstream, mas também pelo seu interesse pela música de Monk (recordemos o seu magnífico álbum Ugly Beauty – The Music of Thelonious Monk) e Misha Mengelberg. Vermeerssen é uma referência da música improvisada, tendo vindo a dedicar particular atenção ao jazz dos anos 50 e 60 e reflectindo claras influências de Ornette Coleman. Em conjunto, eles são a base deste novo quarteto, já com dois discos gravados: Bovinity, de 2006, e Dairy Tales, de 2008. Para além de intérpretes talentosos, são também compositores dotados que nos oferecem uma abordagem estimulante e criativa da música que, em conjunto com os seus colegas Dion Nijland e Christian Thome, tocam. Os quatro músicos encaram a tradição do jazz com um humor leve e, segundo a crítica, estamos em presença de algo “entre o som dos anos 50 e o espírito do século XXI.”
Saturday, 17 July, 10 pm
A new Dutch Quartet founded by Frans Vermeerssen and Robert Jan Vermeulen. Vermeulen, who is well known for his playing in mainstrean jazz groups, had been developing a growing interest in the music of Thelonious Monk (see Ugly Beauty – The Music of Thelonious Monk) and Misha Mengelberg. Vermeerssen has long been a mainstay of the improvised music scene but has always had a strong interest in the lively jazz from the 50's and 60's; we can feel the influence of Ornette Coleman. Together they form the intriguing basis for a new quartet. Vermeulen and Vermeerssen have written a new repertoire and found talented young musicians to play with: Dion Nijland on bass and drummer Christian Thome. "Talking Cows" approach their music in a creative, open environment, which results in fresh music for the mind and heart. These four musicians deal with the jazz tradition with serious and fleet-footed humour; the critics say that their music is “between the 50’s sound and the 21st century spirit.”
Sexta-feira, 23 de Julho, 22 horas
Bojan Zulfikarpasic……..piano; Fender Rhodes
Bojan Zulfikarpasic, mais conhecido como Bojan Z, nasceu em Belgrado, em 1968, numa família muito ligada à música; cresceu a ouvir clássicos como Ravel ou Claude Debussy e começou a tocar piano aos cinco anos de idade. Desde muito jovem que integrou várias formações na cena jazzística de Belgrado, o que lhe valeu, em 1989, o prémio de Melhor Jovem Músico de Jazz da Jugoslávia. Em 1986 estudou com Clare Fisher no Blue Lake Fine Arts Camp, no Michigan. Naturalmente influenciado pela música balcânica, sempre demonstrou um grande interesse pelas múltiplas raízes da música, partindo delas para criar diferentes atmosferas. Como se pode, aliás, constatar pela sua discografia: Quartet, Yopla, Koreni, Solobsession, Transpacifik, Xenophonia e Humus. Diferentes abordagens, uma visão: foi assim que Bojan Z se tornou uma referência no jazz francês, após se ter fixado em Paris em 1988. Tem tocado com músicos como Henri Texier, Scott Colley, Nasheet Waits, Ben Perowsky, Karim Ziad, Kudsi Erguner ou Remi Vignolo. Utiliza uma combinação única do piano acústico com o eléctrico (Fender Rhodes). Graças ao seu trabalho, em 2002 o governo francês honrou-o com o título de Chevalier de l’ Ordre des Arts et des Lettres e, em 2005, recebeu o galardão de Melhor Músico de Jazz do Ano. Em 2008, o respeitável e insuspeito Guardian afirmou: “Isto foi apenas o começo de uma gratificante demonstração do que pode ser a liberdade de expressão.” O que poderemos confirmar neste concerto.
Friday, 23 July, 10 pm
Bojan Zulfikarpasic, best known as Bojan Z, was born in 1968 in Belgrade into a family of music lovers and raised on the classic composers such as Ravel or Claude Debussy. He started playing piano at the age of 5, and as a teenager, he started playing in bands on Belgrade jazz scene, where he received Best Young Jazz Musician of Yugoslavia award in 1989. In 1986 studied with Clare Fischer at the Blue Lake Fine Arts Camp in Michigan. He was influenced by the traditional Balkan music playing. He moved to Paris in 1988, playing with musicians such as Henri Texier, Scott Colley, Nasheet Waits, Ben Perowsky, Karim Ziad, Kudsi Erguner and Remi Vignolo. In 1993, he recorded the debut album, Quartet, followed by Yopla. In 1999, he was engaged in multi-ethnical project Koreni (Roots). Then came out Solobsession, Transpacifik, Xenophonia and Humus. He's often using the combination of acoustic piano with Fender Rhodes electric piano. In 2002 Bojan Zulfikarpasic was granted the title of Chevalier de l’ordre des Arts et des Lettres by the French government. In 2005 he was granted the European Jazz Prize as the Best European Jazz Musician. In 2008 The Guardian said: “ …It was just the beginning of an exhilarating demonstration of what freedom of expression can really be about.” That’s what we can see in this concert.
Sexta-feira, 30 de Julho, 22 horas
Géraldine Laurent é uma das mais estimulantes e recentes revelações do jazz francês. Nascida em Niort, em 1975, começou por fazer estudos clássicos de piano, optando pelo saxofone alto aos treze anos de idade. Estudou com músicos como J. M. Padovani, J.L. Chautemps e Floris Bunik e obteve o seu diploma Jazz DEM, bem assim como o mestrado em Musicologia. As suas influências recuam até Parker, passando por Ornette, Cannonball, Coltrane,Paul Desmond ou Dolphy. Tocou e gravou com vários músicos e em diferentes contextos, de que destacamos, entre outros, Christophe Joneau, Hélene Labarrière, Éric Groleau, Aldo Romano, Charles Bellonzi, e Henri Texier. Em 2006 foi galardoada com o Django d’ Or e, em 2007, decidiu enfrentar o risco de uma formação sem instrumento harmónico, o que deu origem ao Time Out Trio e à gravação homónima – uma verdadeira surpresa para toda a crítica. Géraldine é considerada uma força da natureza que, embora ancorada na tradição do jazz, não abdica de uma abordagem muito própria dos standards, sobretudo os menos divulgados ou, então, de referências superiores, como Fables of Faubus, de Mingus. Atentemos nas suas palavras: “…procuro cada vez mais aqueles momentos em que me deixo levar e me surpreendo por tocar para além daquilo que sei; o que me importa é a linha melódica, o ritmo e o estado de espírito – tudo aquilo que provoca esse estado de loucura controlada.” Eis, pois, uma verdadeira jazzwoman em perfeita interacção como os seus compagnons de route, Yoni Zelnik e Laurent Bataille.
Friday, 30 July, 10 pm
Born in Niort, in 1975, Géraldine Laurent began her musical training with classical piano before picking up the saxophone at age 13. She attended masterclasses and training courses with such players as J.M. Padovani, J.L. Chautemps and Floris Bunik. She obtained the Jazz DEM diploma as well as a master in musicology. She recorded and played in various ensembles: Christophe Joneau, Hélene Labarrière, Éric Groleau, Aldo Romano, Charles Bellonzi, and Henri Texier, among others. Her playing is rooted Charlie Parker, Ornette Coleman, Cannonball Adderley, Paul Desmond (some ballads) and Eric Dolphy. In 2006 Géraldine was awarded the Django d’ Or and took the risk of playing without a harmonic instrument: in 2007 surprise happened with the release of Time Out, where she introduces a force of nature well versed in the jazz tradition but not afraid to put her abandoned spin in it. Her repertoire is made up of lesser known standards or challenging masterpieces as Fables of Faunus by Charles Mingus. She says, “I’m looking for more and more of those moments when I let go and surprise myself by playing beyond what I know. The important things to me are the singing line, the rhythm and the mood. Everything that provokes that wonderful state of controlled madness.” Géraldine is perfectly matched by her colleagues, bassist Yoni Zelnik and drummer Laurent Bataille. Let’s enjoy the freshness and joy of this rising star of the French jazz.
Sábado, 31 de Julho, 22 horas
É sempre difícil dizer algo de novo sobre aqueles de quem já tudo de substantivo foi dito. Apesar disso, algumas notas, necessariamente breves: - Alfred McCoy Tyner nasceu em Filadélfia, em 1938. É o mais velho de três irmãos e começou a estudar piano aos treze anos de idade; dois anos depois, a música passou a ser o foco da sua vida. Entre as suas influências está a de Bud Powell, um vizinho de Filadélfia, e a prova de fogo aconteceu em 1960, quando integrou o lendário Jazztet de Benny Golson e Art Farmer. Logo depois integrou o célebre quarteto de John Coltrane, substituindo Steve Kuhn. Entre 1961 e 1965 sucederam-se as tornées e as gravações do quarteto (Coltrane, Tyner, Garrison e Elvin Jones), entre as quais se destacam os clássicos Live at the Village Vanguard, Ballads, Live at Birdland, Crescent, A Love Supreme e The John Coltrane Quartet Plays. Sob o seu próprio nome, Tyner gravou um grande número de álbuns com enorme influência no meio do jazz, tendo feito parte, igualmente, em grande parte das mais famosas gravações da Blue Note. Em 1966 começou a trabalhar com um novo trio, podendo, finalmente, iniciar a sua carreira como líder. O seu estilo pianístico é facilmente comparável ao de Coltrane no saxofone. No entanto, enquanto membro do grupo de Coltrane, nunca foi obscurecido pelo saxofonista mas, antes, complementado e inspirado pela abordagem despreconceituosa daquele. McCoy Tyner é considerado como um dos mais influentes pianistas de jazz de todo o século XX, um estatuto que ganhou juntamente com Coltrane, mas que tem mantido após a morte do saxofonista.
Saturday, 31 de July, 10 pm
It’s always very difficult to say something new about great names when everything has been said. Anyway: - Born Alfred McCoy Tyner in Philadelphia as the oldest of three children, he began studying the piano at age 13 and within two years, music had become the focal point in his life. His early influences included Bud Powell, a Philadelphia neighbor. Tyner's first main exposure came with Benny Golson, being the first pianist in Golson's and Art Farmer's legendary Jazztet (1960). After departing the Jazztet, Tyner joined Coltrane's group in 1960 during its extended run at the Jazz Gallery replacing Steve Kuhn. He appeared on the saxophonist's popular recording of My Favorite Things. The Coltrane Quartet, which consisted of Coltrane on tenor sax, Tyner, Jimmy Garrison on bass, and Elvin Jones on drums, toured almost non-stop between 1961 and 1965 and recorded a number of classic albums, including Live at the Village Vanguard, Ballads, Live at Birdland, Crescent, A Love Supreme, and The John Coltrane Quartet Plays ..., on the Impulse label. Tyner has recorded a number of highly influential albums in his own right. The pianist also appeared as a sideman in many of the highly acclaimed Blue Note Records albums of the 1960’s.His involvement with John Coltrane came to an end in 1965. By 1966, Tyner was rehearsing with a new trio and would now fully embark on his career as a leader. Tyner's style of piano is easily comparable to Coltrane' style of saxophone. Though a member of Coltrane's group, he was never overshadowed by the saxophonist, but complemented and even inspired Coltrane's open-minded approach. Tyner is considered to be one of the most influential jazz pianists of the 20th Century, an honor he earned both with Coltrane and in his years of performing following Coltrane's passing.
WORKSHOP/MASTERCLASS DE JAZZ
A Casa da Cultura de Loulé, o programa Allgarve e o Centro de Investigação em Artes e comunicação, apresentam:
WORKSHOP/MASTERCLASS DE JAZZ com Joe Lovano
SÁBADO, 31 DE JULHO, 11H00
Frequência gratuita, com inscrições até ao limite da capacidade do Anteatro
Crónicas da TV
Dando continuidade às parcerias com outras colectividades da região, a Casa da Cultura de Loulé apresentará na sua sede (Praça da Republica n.º 36) no dia 4 de Julho pelas 21.30h, a peça “Crónicas da TV”. Esta peça será levada a cena exclusivamente pelas crianças do Grupo de Teatro da Casa do povo de Messines.
SINOPSE: Esta peça é totalmente da autoria dos jovens que fazem parte do grupo de teatro “Brincar aos Actores”. M/16
Teatro pela Universidade SéniorO Teatro Análise da Casa da Cultura de Loulé continua permanentemente a desenvolver parcerias com outros grupos e colectividades regionais. Fruto dessas parcerias o palco da Casa da Cultura de Loulé irá receber dia 21 e 22 de Junho, 21.30h a peça de teatro “O Auto do Ti Joaquim”, levada a cena pelo grupo de teatro da Universidade Sénior de Loulé.
O "Auto do Ti Jaquim". Trata-se de uma encenação de José Teiga, baseada na obra do poeta Aleixo, e que pretende homenagear todos os mestres de saberes que ainda exercitam os seus ofícios e todos os que povoaram as aldeias e vilas, com a sua criatividade, e assim enriqueceram o tecido económico e social do vasto concelho de Loulé.
batendo|aldrabando
Exposição de Ana Floro
de 14 a 25 Junho 2010
Casa da Cultura de Loulé
A exposição batendo|aldrabando mostra uma selecção de trabalhos fotográficos de anafloro, aluna do 3.º ano do curso de Design de Comunicação da ESEC|UAlg. O conjunto fotográfico exposto retrata elementos pouco salientes, mas existentes nas nossas portas. Algo que hoje já não se usa, e até esquecido por muitos, é aqui valorizado. O Batente e a Aldraba, pequenos - grandes! - objectos acabaram por entrar em desuso, dando lugar à vulgar (e sem graça) campainha. Ao passo que o batente anunciava a visita aos que em redor da habitação se encontrassem, num som estridente, num movimento repetido, quase frenético... já para não falar do prazer de manipular estas verdadeiras obras de arte! A porta, envolvente do próprio batente, é também algo fascinante. A textura, o saltar da tinta, as cores pálidas... o cheiro a abandono. Uma beleza invisível aos olhos dos mais apressados, despreocupados... aos olhos “dos outros”! Ruas calmas, quietas... abandonadas, é aí que se escondem, e é aí que sei que posso encontrá-los ainda. anafloro
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Inscreva-se no site da Casa da Cultura de Loulé e:
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